quarta-feira, 14 de abril de 2010

Escolha bem os parceiros de viagem.











Não tem coisa pior do que terminar uma viagem com amizades desfeitas e com aquele clima de amargura, rancor, ódio e/ou arrependimento. Por isso escolher bem os parceiros de viagem é fundamental pra você não acabar transformando sua tão sonhada e planejada viagem em um tormento.
O ideal é que a turma toda já tenha viajado antes ou que já se conheçam a bastante tempo e tenham intimidade pra opinar e discordar durante a tomada de decisões em conjunto. Até porque o ideal é que se tome as decisões sempre da forma mais democrática, com a concordância do máximo de pessoas, assim se evita cobranças posteriores por decisões erradas.
Outro cuidado importante que se deve ter durante o planejamento da viagem e escolha dos parceiros, é escolher pessoas com idades próximas e hábitos semelhantes (como acordar cedo, ou tarde, mais asseados ou menos asseados, tranquilos ou boêmios, que gostem de mais conforto ou sejam mais jogados, etc...) pra não haver choques de geração e/ou interesses causados por diferenças nas prioridades.
Não que pessoas bem diferentes não consigam suportar uma viagem juntos, mas há maior probabilidade de haver conflitos e confusão! Pessoas com personalidade forte ou intransigentes são um perigo, assim como mulher com TPM braba! (Por isso vou tratar da TPM na próxima postagem)
Eu já fiz grandes amizades durante viagens, com pessoas até então desconhecidas, mas que se mostraram verdadeiros irmãos e gratas surpresas.

Mas na dúvida, prefira viajar sozinho, porque afinal, antes só que mal acompanhado!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Consumindo a nós mesmos.







Não há dúvida que o maior vilão do meio ambiente é o consumo desenfreado dos recursos naturais para o deleite da raça humana, e o acumulo dos refugos desse consumo.

A melhor maneira de você contribuir para a manutenção do meio ambiente em seu estado natural é policiar o seu consumo para que ele seja o mínimo necessário para a sua sobrevivência.

Não quero dizer aqui que você deve viver como um eremita mal trapilho em alguma caverna, mas ter a consciência que tudo que você consome vai ter um impacto, então evite o consumo desnecessário.

Pra que ter 20 pares de tênis, 50 camisas, 10 relógios, 3 carros, 5 casas, ou mesmo 1 casa com 1000 metros quadrados ou mais, ou um apartamento triplex?????

Quanto mais você tem, mais vai ter que trabalhar pra manter tudo que tem e menos tempo vai ter pra aproveitar. Existe coisa mais esdrúxula e estúpida que isso????

Se você tem cacife para demonstrar riqueza e quer ter status de bacana, pelo menos seja inteligente e original em seu gastos e seja um rico ecologicamente correto, gastando em carros híbridos ou elétricos, imóveis construídos com tecnologias limpas, otimizando a utilização dos recursos naturais no projeto de engenharia, mobiliando a o imóvel com equipamento de baixo consumo e gastando no guarda roupa com coisas caras mas que você realmente vai usar.

Aproveite seu dinheiro pra curtir a vida com as pessoas que você ama.

Reserve o máximo do seu tempo livre para fazer o que mais lhe dá prazer, desde que não seja para sair por aí comprando coisas desnecessárias, e o que é pior, para jogar fora depois sem ao menos se dar ao trabalho de separar para reciclagem.
Caso ainda não tenha encontrado sua fonte de felicidade, aproveite o tempo livre para procurá-la. Afinal a vida é curta e a gente nunca sabe o que nos espera mais adiante, principalmente quando agimos de forma tão destrutiva em relação ao planeta que habitamos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tributo aos Hippies.








Os hippies, embora sempre tenham sido descriminados e tratados como refugo da sociedade, são na realidade, verdadeiros heróis!

Eles foram os responsáveis pela descoberta de vários paraísos turísticos espalhados pelo mundo (e talves se culpem muito por isso hoje em dia), e que mudaram a vida de milhões de pessoas que antes não possuíam fonte de renda nem perspectivas de melhoria na qualidade de vida.

Destinos turísticos importantes no Brasil, como Porto Seguro, Angra dos Reis, Garopaba, Porto de Galinhas, Trancoso, Itacaré, Jeriquaquara, Bonito, entre muitos outros, foram descobertos e desbravados pelos hippies.

O hábito nômade deles, sempre a procura de novas paragens e havidos por conhecer novas pessoas e culturas, os levou aos quatro cantos do mundo (geralmente onde é quente, ou com temperatura agradável, uma vez que não costumam carregar muita bagagem nem equipamentos sofisticados para sobrevivência no frio).

Essa incessante procura por sossego e destinos baratos os leva cada vez para mais longe dos grandes centros, e a descoberta de novos destinos é uma constante!

É claro que não é nem nunca foi intenção dos hippies que os locais paradisíacos descobertos por eles se transformassem em destinos turísticos importantes, até porque assim certamente se tornariam menos belos e mais caros, embora muitas vezes esse incremento no mercado tenha ajudado nas vendas de artesanatos produzidos por eles, e levado muitos a fixar residência ao investirem na abertura de lojas de artesanatos, pousadas, restaurantes, etc.

Muitos se tornaram ex-hippies de estrada ao se fixarem em algum local escolhido, mas isso certamente não tirou o espírito hippie deles, que aflora ao manterem a cultura viva em sua forma de vestir, viver e passando a experiência para as novas gerações e pessoas próximas.

Então, por todo esse legado deixado por eles e todo o importante apoio que deram ao incremento do turismo mundial, os órgão de turismo e governos deveriam agradecer aos hippies e erigir estátuas em homenagem a eles (embora eu ache que eles não dão a menor importância a isso!). Mas que pelo menos eles não sejam mais discriminados e tratados como bandidos.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ACAMPANDO EM HOSSEGOR, FRANÇA.











Uma ótima maneira de conhecer o País Basco (área que engloba parte do sul da França e do norte da Espanha) no verão é acampar em um dos muitos campings presentes na região de Hossegor.

A região é uma grande reserva florestal de pínus, e os campings ficam dentro desta reserva e bem próximos a praia (uma caminhada de 10 minutos e você está no mar).

Os campings oferecem toda a infra estrutura, com banheiros limpos, chuveiros e pias. Na área das pias, os viajantes que estão indo embora costumam deixar depositados utensílios (panelas, pratos, talheres, produtos de limpeza, etc) e comida, para o usufruto dos que ficam.
O clima no verão é quente durante o dia, mas bem ameno a noite, por causa da vegetação densa. As vezes faz até um friozinho na madrugada, por isso um bom saco de dormir é essencial, assim como um moleton ou jaqueta leve.
A polícia passa todas as manhãs por volta das 08:00 hrs para cobrar a diária (cerca de 10 euros por cabeça, crianças pequenas não pagam), mas caso você não esteja, não paga. Só vai pagar o dia que eles acharem você na barraca. Para fugir do pagamento cumulativo dos dias que você não pagou (porque você não estava na hora que passaram), é melhor mudar a barraca de lugar a cada 4 ou 5 dias e mudar a cobertura dela, para que pareça a barraca de outra pessoa. Esse é um jeito bem brasileiro de gastar menos com a diária, embora não seja nada ético!
O bom é que você vai encontrar muitas barracas disponíveis depositadas na cerca do camping, que foram deixadas por viajantes que já foram embora, então você pode aproveitar para mudar ou incrementar seu acampamento.

Esses campings costumam ficar uma loucura a noite, com muitas fogueiras acesas, shows pirotécnicos e performáticos, doidões drogados fazendo sandices (o que faz com que a polícia seja chamada de vez em quando), muitos jovens caindo na bebedeira, e muita festa e musica. Talves por isso o maior deles seja chamado de Woodstock.

Pra conseguir dormir tem que estar bem cansado!
Não estranhe se encontrar pessoas nuas vagando pelo acampamento quando você sair da barraca ao amanhecer. Andar semi nú ou pelado por lá é uma atitude normal!
Esses campings são ótimos lugares pra se conhecer gente nova, fazer novos amigos e aprender um pouco de várias línguas, pois são pontos de convergências de viajantes de várias partes da Europa, principalmente do norte e leste, que vão atrás de sol e mar com águas quentes.
Eu aproveitava a muvuca na praia e no camping pra vender biquines e artigos de surf, e assim conseguia fazer um bom dinheiro pra me manter. Mas você tem que fazer esse comércio na surdina, porque não é permitido pela polícia.
Uma maneira boa e barata de conhecer a região é alugando uma bicicleta. As estradas tem ciclovias bem sinalizadas e o ciclista é muito respeitado pelos automóveis. Assim você pode fazer compras de mantimentos em supermercados e visitar lugares mais distantes.

Para viagens um pouco mais longas, é melhor alugar uma moto (por cerca de 25 euros).

Se a intenção é fazer um rancho para ficar acampado bastante tempo, a dica é fazer as compras em grandes redes de supermercados em cidades da Espanha próximas a fronteira, como Irun e San Sebastian (cerca de 80 Km ao sul de Hossegor), onde tudo é mais barato que na França.
A praia na região de Hossegor tem topografia bem inclinada por causa da grande variação de maré (perto de 4 metros), o que faz com que os piers que aparecem na orla fiquem totalmente fora d'água na maré seca, dando a impressão de que foram destruído por alguma ressaca.

A praia fica tomada grupos familiares em férias, jovens mochileiros e surfistas. É comum ver pessoas pegando sol totalmente peladas (costume normal nessa região da França), as vezes várias gerações de uma mesma família, e é muito reprovável ficar olhando de forma acintosa. Embora as vezes seja difícil não dar uma espiadinha aquela gatinha nua lendo um livro despreocupadamente, procure ser o mais discreto possível, para não passar por tarado e arranjar para sua cabeça.

Na região de dunas próximas a praia você encontra muitas casamatas de concreto na forma de iglus, vestígios da 2ª guerra, e que hoje servem de abrigo pra alguns mochileiros mais jogados. Mas dizem que muitas destas casamatas são mal assombradas. Eu não duvido!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Como conhecer a Europa gastando pouco. Parte I















Se você quer conhecer a Europa gastando pouco, o que é quase uma contradição, vou dar algumas dicas.

Pesquise a localização de albergues, campings e demais acomodações econômicas com antecedência, pela internet ou indicação de amigos viajantes e faça o seu roteiro. É bom lembrar que no verão a costa européia (tanto no Atlântico, quanto no Mediterrâneo e Adriático) fica muito concorrida e cara, por isso, nessa época é mais barato ir para as regiões central e leste.

Mas mesmo nas regiões costeiras você encontra campings com boa estrutura e baratos, como em Hossegor, no sul da França e em Piniche em Portugal, por isso uma boa barraca é fundamental.

Se você vai num grupo pequeno de até 3 pessoas, pode optar por comprar um carro barato (até 1.500 euros) em Portugal ou na Espanha, onde os carros são mais baratos e seguir viagem nele. Depois você vende no mesmo lugar que comprou quase pelo mesmo preço.

As estradas européias são muito boas, embora os pedágios não sejam baratos, mas há campings junto a elas (indicados por uma placa com um P grande ou com uma cabaninha desenhada). Os campings custam em média 10,00 euros por cabeça (o que é bem mais barato que uma acomodação tradicional), mas você pode acampar também em algum local mais escondidinho nas margens de uma estrada secundária, sem pagar nada. Não esqueça de comprar um mapa das estradas de cada país a ser visitado. O carro te dá a liberdade de escolher um bom lugar para acampar de graça, em local próximo a rios ou lagos (para um banho refrescante) e na hora mais apropriada para não ter problema com a polícia (que dependendo do local escolhido pode dar uma multa pesada). Acampar no final de tarde e sair cedinho é o mais recomendado!

O ideal é comprar os mantimentos em grandes supermercados (como da rede LIDLE ou CARREFOUR) na Espanha e em Portugal (onde a comida é mais barata).

Para quem vai viajar sozinho ou no inverno (quando o frio é congelante), opte por comprar passagens de trem que dão direito a conhecer vários países e cuja viagem seja a noite (assim você dorme no trem e não gasta com hostedagem), mas vai perder a vista das paisagens. Há pacotes de viagens de trem com destinos variados (tipo round trip), oferecidos na estações de Madri, Paris, Hamsterdã e outros grandes centros culturais.

Caso você escolha viajar durante o dia, pode pernoitar nas estações de trem (geralmente as estações são locais seguros, com calefação, banheiros limpos e chuveiro). Quando já estiver cansado do desconforto de dormir em estações, opte por viajar em cabine (pagando a diferença).

O melhor é escolher viajar na meia estação, como outono e primavera, quando os preços das acomodações estão melhores, há mais opções e o clima é mais ameno.

Comer barato na Europa é um problema. Ou você fica nos sandubas tipo Mcdonald's ou baguete, ou vai pagar muito caro por um PF malhado. Lembrando que na maioria dos campings (principalmente na região oeste) você vai encontrar grelhas, panelas, talheres, material de limpeza e até algum alimento deixado pelos viajantes que já foram embora e que ficam disponíveis no local onde ficam as pias.

Há campings, como em Hossegor, em que até barracas ficam disponíveis na cerca para quem quiser usar e que foram deixadas por outros viajantes.

Nas cidades, o serviço de táxi costuma ser caro, então só use em emergências ou quando estiver atrasado. Comprar tickets de metrô tipo round trip são a melhor opção.

Eu acho que uma boa pernada pela região central das cidades visitadas é uma ótima maneira de conhecer bem a dinâmica e cultura do povo local e ficar bem cansado para uma boa noite de sono.

É bom lembrar que o leste europeu ainda tem problemas econômicos e é uma região com maior índice de criminalidade, por isso, quando estiver por lá, procure não andar a noite e se recolher mais sedo.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vale o alerta.






Vocês leitores que procuram nesse blog por informações de roteiros e dicas de viagens, podem estar se perguntando porque eu passei a escrever estes textos de alerta nas ultimas postagens, mas é que há uma relação direta entre o quanto somos saudáveis, ecologicamente conscientes e socialmente justos, e a impressão que deixamos nas pessoas durante nossas viagens.

Já cansei de ver e passar por situações desagradáveis causadas por viajantes inconvenientes, despreparados e mal educados.

Eu fico profundamente constrangido quando vejo um brasileiro fazendo presepada e bandalheira enquanto viaja, e deixando aquela péssima impressão nos nativos do local visitado.

É claro que uma sucessão de episódios assim vai tornando nossa imagem desgastada ao ponto de sermos discriminados em vários países, tachados de ladrões, brigões, desonestos, arruaceiros, depravados e por aí a fora.

E passa a ser uma missão árdua "limpar a ficha" de ser brasileiro quando tem tantos que não se importam nem um pouco com a imagem que vão deixar na população local.

Vez por outra estoura uma "revolta" ou "caçada" aos brasileiros, como já aconteceu no Hawaii, na Gold Coast Australiana, na Espanha, em Portugal e na Califórnia (só pra citar algumas!).

Então cabe a mim e aos outros "macacos velhos" (mas não muito!) da estrada, alertar outros viajantes quanto aos cuidados que devem ser tomados em relação a sua saúde, relação com o meio ambiente e com as outras pessoas.

Educação e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

E alertar e informar outros viajantes é obrigação e faz parte da etiqueta de quem quer botar o pé na estrada.

O consumo de moderadores de apetite está deixando as mulheres loucas!

Infelizmente esta é uma constatação que venho tendo ao longo do tempo, observando a mudança comportamental e o desequilíbrio emocional e psicológico em muitas mulheres de meu circulo familiar e de amizade. E fico cada vez mais impressionado com a estreita relação entre o consumo dos moderadores de apetite e as mudanças comportamentais e emocionais que as mulheres que os consomem adquirem.
Hoje, quando algum conhecido me comenta sobre alguma amiga (já que afeta principalmente as mulheres e não tenho conhecimento do mesmo efeito sobre os homens) que está apresentando problemas psicológicos (tipo Sindrome do Pânico, Transtorno Bipolar, Isteria, um quadro de TPM grave e duradoura, etc), já pergunto se ela tomou moderador de apetite e por quanto tempo. E na maioria esmagadora das vezes a resposta é afirmativa, e quanto maior o tempo de consumo do medicamento, mais grave o quadro apresentado!
Ainda não me dei ao trabalho de procurar minuciosamente por artigos médicos e científicos que abordam o tema, mas minha constatação como biólogo com experiência em estudos científicos é que a relação moderadores de apetite/desequilíbrio psicológico é direta, e já deveria ter soado o alarme dos órgãos de saúde dos governos.
Tá certo que estes medicamentos geralmente tem tarja preta, precisa-se de receita médica para adquirí-los e tem uma bula cheia de alertas quanto aos possíveis efeitos colaterais, mas nada que chegue a assustar uma possível consumidora do medicamento.
Talvez falte conhecimento ou interesse da classe médica em fazer, durante a consulta, um alerta mais veemente dos riscos do consumo desse tipo de medicamento por parte das pacientes.
A gente sabe que o lobby das empresas de medicamento é muito forte, a ponto de me fazer pensar muito antes de escrever sobre esse tema, e temer por alguma repercussão, mas minha consciência falou mais alto e uma das coisas que me deixa mais triste em minha vida é ver quantas mulheres estão perdendo a felicidade de viver e deixando de ser pessoas doces, se tornando amargas e desequilibradas.
Então amigo leitor, quando alguem lhe comentar sobre distúrbios psicológicos apresentados por alguma conhecida, pergunte sobre o possível consumo de moderadores de apetite por parte dela. Você pode passar a ser mais um com o conhecimento sobre os perigos do consumo deste tipo de medicamento.
Pessoalmente eu prefiro uma mulher gordinha e feliz do que uma pseudo magra desequilibrada, rabujenta e amargurada!
Não deixe quem você ama consumir esta "droga" (em todos os sentidos da palavra).
O bom da vida é vive-la feliz!