quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Kuta Lombok, Lombok, Indonésia.
















A região de kuta Lombok, na Ilha de Lombok, é um refúgio para os surfistas que procuram sossego, uma variada gama de opções de ondas para a direita e esquerda, e fugir do crowd cada vez mais intenso de Desert Point (Banko Banko para os locais), do outro lado da ilha.
Em Kuta Lombok há acomodações para todos os gostos e orçamentos e vários tipos de ondas.
Eu indico o Hotel Kuta Inda, que tem apartamentos com ótimos preços ( U$ 5,00 por cabeça), com ar condicionado e 3 piscinas fenomenais. Mas o melhor é a comida, principalmente a janta, com excelente barbacue todas as noites! Os preços das refeições também é bem convidativo, se comparado com refeições com a mesma qualidade em outros lugares da Indonésia.
Para quem está com o orçamento apertado, uma boa opção está em algumas pousadas na orla da praia de Guerupuk, com preços por volta de U$ 5,00 com café da manhã (panqueca de banana e uma xícara de café) e vários warungs que oferecem refeições por U$ 2,00. A vantagem é estar pertinho de algumas das melhores ondas do lugar, como Guerupuk inside (uma direita que lembra Nias, embora não tão tubular) e Guerupuk out side (direita volumosa e forte que exige pranchas maiores).
Mas a praia de Guerupuk é um tanto poluída, uma vez que os moradores locais costumam despejar o esgoto diretamente na praia ou no mar, ou mesmo fazer as nessecidades direto na areia da praia, o que não é nada convidativo ou benéfico para o turismo.
O lugar é muito frequentado por japoneses, que adoram a tranquilidade da região e os baixos preços.
O artesanato barato e variado é outro atrativo do lugar. Você encontra desde entalhes em madeira e bambu, até tecidos elaborados trançados em teares manuais.
Picos de surf mais distantes e menos frequentados, como Maui e Ecas, devem ser explorados com o auxílio de guias locais, para evitar incidentes desagradáveis, como ficar perdido na selva ou ser roubado.
No Hotel Kuta Inda você pode contratar vans que fazem vários roteiros de surf trips pelos picos mais conhecidos e de melhor qualidade e para alguns secrets também. O custo é de aproximadamente U$ 10,00 por cabeça, para os picos mais próximos. Na recepção do Hotel você encontra um " cardápio" com as opções de ondas pela região (veja fotos no início da postagem) e os preços do deslocamento até cada pico.
Os locais costumam ser muito amistosos, mas só evite prometer comprar alguma coisa que lhe oferecerem, se sua intenção não é comprar! Você pode estar comprando uma encrenca e no final, vai ter que levar o que prometeu. Então não caia na lábia dos vendedores e esquive-se de promessas.
A paisagem deste lado de Lombok é muito bonita e mais exuberante e verde que outras partes da ilha, então aproveite os passeios nas horas vagas para desfrutar os encantos da região.

Lake Peak, Sumbawa.





































Lake Peak, na região de Lake Donpu, na Ilha de Sumbawa, na Indonésia, é um pequeno mosaico das ondas e da vida nesse arquipélago maravilhoso.
A rota de Bali para Sumbawa de ferryboat foi interrompida a alguns anos por falta de passageiros, deixando como alternativas ir de avião ou fazer uma longa e cansativa travessia de ilha em ilha.
A passagem de avião saindo de Bali custa cerca de U$ 180,00 e você tem a opção de ficar em Mataran (na ilha de Lombok) na ida ou na volta. É bom fazer a reserva com antecedência de pelo menos 5 dias.
O lugar fica a cerca de 3 horas de carro do aeroporto mais próximo, mas parece que leva mais tempo, porque o caminho é por estrada estreita, sinuosa, mal sinalizada, as vezes bem esburacada, com um fluxo caótico, e que passa pelo centro conturbado e congestionado de algumas cidades. Ou seja, não é fácil! Mas pelo menos a paisagem é interessante e você vai passar do clima semi árido ao tropical.
Nesse pequeno pedaço de terra você vai encontrar ondas para a direita e para a esquerda, com formação perfeita e com características distintas.
Em frente a estrutura de pousadas e hotéis na orla, ficam as ondas de Lake Pipe e Lake Peak.
Caminhando 20 minutos pela praia para dentro da baía, ficam os picos de Nangas e Periscopes.
Lake Pipe é uma esquerda bem vertical e tubular, com um drop rápido (principalmente na maré seca!). É bom não se aventurar muito para dentro do pico enquanto estiver no período de adaptação as ondas indonesianas, porque as seções são rápidas e exigem experiência e agilidade!
Lake Peak é um pico de direita e esquerda que quebra em frente a uma bancada rasa, onde se encontra um palanque para julgamento de competições de surf e Kite, como aquele encontrado na bancada de G-Land. Na maré baixa a direita é bem perigosa, terminando sobre pedras na bancada quase seca, por isso é bom ficar atento e sair antes do fim da onda.
A esquerda é tubular também e mais manobrável e longa.
Nangas é uma esquerda bem longa e manobrável, ideal para botar a prancha no pé e extrapolar os limites nas manobras. É a onda ideal quando está over control em Pipe e Peak, porque tem um canal largo e profundo que permite chegar sem dificuldades ao out side, mesmo em dias grandes.
Periscopes é uma direita meio surreal, que mais para o inside parece onda de piscina, daquelas que dão a impressão de não saírem do lugar. O tubo é seco e você parece parado no tempo, talves efeito da forte corrente contra que leva ao out side. Periscopes só funciona na maré média enchendo e na cheia e com ondulação maior.
Na orla de Lake Peak você encontra acomodações para todos os gostos, desde pousadas simples (U$ 5,00 com café da manhã) até luxuosos hotéis resorts, como o Aman Gati (U$ 25,00). Dá para conseguir um preço melhor se for ficar 10 dias ou mais.
Existem alguns bons restaurantes também, com os frutos do mar como pratos principais, e os preços ficam em torno de U$ 3, 00 a U$ 5,00 por uma boa refeição. O problema é que o serviço é um pouco lento (especialmente no horário de pico), principalmente para alguém que está verde de fome depois de uma seção de surf intenso. No caso da necessidade de refeição rápida, melhor recorrer a cozinha da pousada, naquelas onde o serviço é oferecido.
As condições para o surf são mais favoráveis no período da manhã, quando não tem vento ou ele é bem fraco. A tarde se intensifica um vento lateral que afeta as ondas e deixa Nangas como melhor opção.
A tarde as condições ficam ideais para os praticantes de Kite, e muitos profissionais vão treinar lá, muitos dos quais vão fazer filmagens e testar novos equipamentos. As vezes rola certa tenção com os surfistas dentro da água.
O mergulho e a pesca esportiva são alternativas muito boas para as horas vagas, assim como a caminhada pela praia para conhecer as belezas naturais locais e as nuances da cultura indonesiana.
Na praia ainda é possível observar as marcas do Tsunami de 2007, que levou muitos estrangeiros que eram donos de instalações turísticas a irem embora, deixando algumas edificações abandonadas pela orla.
A questão de 2 anos que novos empreendimentos começaram a aparecer e revitalizar a indústria turística local, que esteve bem estagnada e decadente na ultima década, principalmente depois do atentado de 2002, em Bali.
Além do tsunami, Lake Peak sofreu com a concorrência de outros surf spots descobertos em Sumbawa que tiveram desenvolvimento mais rápido, como as longas e perfeitas Scar Reef, Yo Yo's e Supersucks.
Lake Peak continua sendo uma ótima opção para quem quer fugir do crowd de Bali e outros spots da Indonésia, sem gastar muito.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A forma mais barata de ficar em Bali, Indonésia.
















Depois do atentado a bomba em Bali, em Outubro de 2002, os preços subiram muito na ilha, num reflexo contrário daquele que se poderia imaginar.
Os turistas estrangeiros, principalmente de língua anglo saxônica, foram instruídos pelos seus governos a não visitarem a Indonésia, e muito menos as outras ilhas onde a religião muçulmana é predominante.
Bali, por ser de religião Indú e ter povo muito amistoso, acabou se tornando quase que a única opção segura de turismo na Indonésia, o que levou a um grande incremento no turismo local.
Nos últimos 10 anos os preços subiram muito, no geral mais de 300%, o que tornou a viagem ainda mais cara, uma vez que a passagem a partir do Brasil já é um fator limitante, ficando sempre em torno de U$ 2500,00, com a compania aérea mais barata.

Por outro lado, o desenvolvimento acelerado da infra-estrutura para receber o fluxo crescente de turistas trouxe muitas vantagens.

As estradas estão muito melhores e melhor sinalizadas, há mais opções de restaurantes com ótima comida, todo tipo de acomodações e hotéis com preços para todos os bolsos, e muitas outras ofertas de serviços que antes eram precários ou não existiam.

É claro que o maior fluxo turístico fez o transito já caótico ficar ainda pior, na temporada!

Mas para quem quer gastar pouco e não se incomoda em ficar meio largadão, há algumas opções para ficar bem em Bali gastando pouco, em torno de U$ 15,00 por dia, ou ainda menos, com acomodação e alimentação incluídos.
A primeira providência ao chegar em Bali é entrar em contato com outros turistas que vão ao Bali Bukit, região onde ficam os principais picos de surf da ilha e local mais procurado, e rachar o táxi ou condução.
Depois é só pedir para ficar no acesso principal para Binguin, pois a melhor opção para ficar tranquilo, bem acomodado, comendo bem e não precisar de transporte é ficar em algum warung do clif de Binguin, de preferência bem próximo ao pico.
Os warungs da orla de Bali tem sempre estrados na forma de camas para que as pessoas possam relaxar e fazer massagens. Se você levar um saco de dormir e um mosquiteiro, poderá ficar de graça em um local desses, desde que faça as principais refeições no warung escolhido.
Seus objetos pessoais, documentos e dinheiro podem ser deixados com a dona do estabelecimento sem problema (só deixe o dinheiro bem escondidinho no meio de seus pertences, pra não chamar a atenção), mas é de bom tom você dar um presentinho para ela como agradecimento antecipado, como um par de havaianas, um boné, camiseta, perfume, ou coisas assim. Eles adoram um presente e adesivos!
Muitos turistas mais hipongas ficam nessa condição, principalmente jovens europeus que terminaram o segundo grau e estão procurando uma inspiração para um rumo na vida. Eles costumam ser amistosos e boas companias para trocar experiências, aperfeiçoar a língua estrangeira na conversação e cambiar livros e mercadorias.
Os Indús são muito honestos e gente boa, por acreditarem na lei do Karma (aqui você faz, aqui você paga!), por isso, pode confiar neles, principalmente quem já trabalha com o turismo a algum tempo e tem residência fixa, como os donos de warungs, restaurantes e pousadas.
A partir de Binguim você tem acesso a pé as praias de Padang Padang e Impossible (opções para quando o mar estiver maior), Dreem Land (para curtir uma praia badalada) e Balangan (com acesso pela praia na maré seca, mas que quebra onda boa só na maré média enchendo).
Há vários mercadinhos nas proximidades de Binguin, onde você poderá fazer compras eventuais.
Também há muitas opções de lazer nas proximidades, como o mergulho em Padang Padang quando o mar está flat, festas e luaus em vários lugares, trilhas, templos e aspectos de diferenças culturais que você só encontra por lá.
Ficando dessa maneira mais largadão, você estará meio que voltando no tempo, como quando as primeiras levas de surfistas e turistas estiveram desbravando aqueles confins do mundo nas décadas de 70 e 80, com a vantagem de ter muito mais conforto e segurança hoje em dia.
Então, se você quer curtir um pouco de turismo no estilo antigo e gastando pouco, não esqueça seu saco de dormir e vá em frente.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uluwatu, Bali.





































Uluwatu, assim como Binguin, é uma ótima opção para você ficar largadão em Bali, gastando pouco, acomodado em algum warung de sua preferência, só precisando de um saco de dormir e um mosquiteiro.
O pico de surf é o mais constante do Bali Bukit, e se lá não tiver onda, você só terá opção nos beach breaks de Kuta ou para o outro lado da ilha, como Green bowl, Sanur e Medewi.
Mas no caso de falta de ondas, você pode tirar os dias para curtir a praia, mergulhos, pesca, massagens relaxantes, futebol com a galera, visitar templos e outros recantos turísticos da região.
Se você quer ficar com mais conforto e mais afastado um pouco do burburinho da praia, uma ótima opção é se instalar no Bobby Uluwatu, bem na primeira esquina em direção ao templo de Uluwatu, a uns 400 metros da praia. O lugar é muito tranquilo, confortável, limpo e barato (U$ 5,00 o quarto,para um mínimo de 10 dias) , a vista do por do sol é uma das mais bonitas da ilha, e o pessoal da pousada é muito gente boa! Eles tem motos para alugar a U$ 3,00 por dia (mínimo 10 dias) e o Bobby (dono da pousada), faz translados para o aeroporto e os portos, para você pegar a balsa para as outras ilhas, caso deseje.
A pousada tem uma cozinha externa completa, onde você pode preparar sua comida, e uma ampla área de lazer com redes, mesas para carteado, livros e revistas, etc...
O surf em Uluwatu pode ser muito estressante na alta temporada devido ao intenso crowd, por isso estar sempre de olho no mar é uma vantagem, para saber o horário com menos gente e melhores condições. Geralmente bem sedo, no horário do almoço e no finzinho de tarde há menos gente na água.
Com maré cheia e ondulação grande, entrar no mar é uma aventura perigosa, porque a única entrada é por uma caverna de rochas pontiagudas, e a força da corrente e das ondas pode levá-lo a se machucar nas pedras. Por isso é bom estudar bem o mar e o tempo entre uma série e outra, bem como usar o equipamento apropriado para a condição do mar. Usar a prancha errada pode ser desastroso e com consequências muito sérias.
Com mar pequeno e maré seca talves seja a condição mais propícia para você se machucar, porque o fundo é raso, e qualquer vacilo pode resultar em lacerações.
A bancada de Uluwatu tem 3 picos bem definidos:
Temple é a onda mais na extremidade da bancada, quebrando próximo ao templo. É uma seção rápida e geralmente fechante, onde tem menos crowd. É melhor com ondulação pequena e maré média enchendo.
Midle ou Peak é a seção da onda localizada mais ou menos no meio da bancada, onde forma um pico bem definido e com maior tamanho. É a seção da onda mais constante e menos perigosa, por ser mais profunda.
Inside Corner é a seção mais tubular, e por isso, a mais procurada. O crowd é intenso e quando os "Bli" (surfistas locais, nativos) estão na água, é difícil sobrar alguma onda. O fundo é raso, por isso tome muito cuidado, principalmente na maré seca.
Quando o mar realmente sobe, com 8 pés (2,5 metros) para mais, o bicho pega, e começa a quebrar o Out Side Corner. A onda é uma só, que vem desde Temple até o Inside Corner. Para entrar no mar, tem que ter bastante preparo físico, psicológico e uma prancha semi gun (6.5 para cima) com bastante remada. É importante ficar muito atento a corrente e ao tempo entre uma série e outra e não ter pressa para entrar no mar. Se não tiver confiança suficiente, escolha outro pico mais tranquilo para surfar, como Binguin, Impossible ou uma das bancadas de Kuta Reef em Kuta.
Lembre-se, a Indonésia é o lugar onde você paga os Karmas, então não de mole para o azar, fique muito atento e seja precavido. Só tome a atitude quando tiver certeza, porque as consequências podem ser graves e você vai estar bem longe de casa e do colinho da mamãe.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Green Bowl, Bali.















Green Bowl é uma ótima alternativa para o surfista que está no Bukit de Bali e com o saco cheio do crowd dos picos mais concorridos, como Uluwatu, Padang e Binguin. Impossible e Balangan são opções para a maré cheia, mas quase sempre com ondas ilusórias, que parecem boas, mas não são grande coisa!
Este pico quebra melhor sem vento ou quando é maral do outro lado da ilha, onde fica Uluwatu, e passa a ser a opção mais na mão para quem está no Bukit e quer fugir do maral.
Você vê a condição do mar, as ondas e a bancada, de cima do clif (penhasco), e só não tem bem a ideia do tamanho. Mas geralmente está maior do que parece!
Niang Niang é um pico alternativo mais próximo quando Uluwatu está maral, mas a escadaria de lá é massacrante, e a distância não permite que se veja a onda antes que se tenha percorrido muito do caminho, então muitas vezes a condição do mar não vale o esforço.
Outra vantagem de Green Bowl é o fato de ser uma direita muito constante, quase sempre longa e abrindo.
A melhor condição está no surf de manhã sedo, antes do vento bater (geralmente no final da manhã), e com a maré média subindo.
Até 2005 / 2006, era um pico bem pouco explorado, e era muito difícil encontrar outra barca de surf no lugar no mesmo momento que você, mas as coisas mudaram e hoje você pode pegar o pico um pouco crowd em determinados dias e horários.
Para chegar lá, você deve seguir o caminho da rodovia que vai para Kuta, passar a primeira entrada de Balangan e ao chegar no trevo da segunda entrada para Balangan (esquerda), você pega para a direita e segue direto. Há algumas placas informando o caminho, mas qualquer dúvida, é só perguntar.
Para chegar a praia você tem que descer uns 300 degraus de uma escadaria interminável, mas a praia é muito bonita, com suas areias brancas e cavernas cheias de morcegos, por isso o cheiro no interior das cavernas não é dos melhores!

Um fator chato são os vendedores ambulantes do lugar, que seguem o modelo mais antigo e tradicional de persuasão, quase obrigando você a comprar algum produto. A dica é rir muito e dizer que está "bankrut" (quebrado, sem grana) e não prometa que vai comprar nada, mas deixe um trocado para a água ou refri da volta e pro "Parquir" (estacionamento ).
É um dos melhores pontos de mergulho da ilha, com cortes profundos na bancada de corais que permitem mergulhos vertiginosos e com grande variedade de peixes, muitos bem grandes. Mas você tem que ser um mergulhador experiente e com tubo de oxigênio. Apnéia é aconselhável somente sobre a bancada de corais, em águas mais rasas.
Para mergulhar, tome muito cuidado com as correntes fortes, principalmente na maré vazante. Prefira dias flat (sem ondas) e na maré cheia. Não esqueça de mergulhar sempre acompanhado.
É comum o avistamento de tubarões, inclusive na linha das ondas, mas nunca foi registrado nenhum ataque e os peixes parecem estar sempre bem alimentados.

Não esqueça de levar muita água e algumas frutas, porque o desgaste físico é grande, principalmente depois do surf ou mergulho longo, mas vale a pena cada degrau!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Trilha Matedeiro-Lagoinha do Leste.

































Outra opção para chegar a praia da Lagoinha do Leste, é seguindo pelo costão direito da Praia do Matadeiro, por uma trilha de pescadores que serpenteia pelo morro, margeando a faixa de costão.
A trilha não tem nenhuma placa de indicação, mas os moradores do costão sabem indicar o caminho, e não vão se negar a fazer isso! Basta ser educado e perguntar com jeito!
O caminho é mais longo que o percorrido quando se vai pela trilha do Pântano do Sul, mas é mais suave e a vista também é muito bonita, principalmente porque a visão da orla da Armação até o Campeche é livre de obstáculos, permitindo enxergar detalhes da paisagem que você só terá por aquele ponto de vista.
O mesmo se pode dizer quando da chegada ao lado voltado para a Lagoinha do Leste, pois você terá outro ponto de vista da paisagem selvagem da Lagoinha, com a lagoa aparecendo em primeiro plano, com todos os detalhes dos meandros.
A trilha é melhor na parte voltada para o Matadeiro, porque muitos pescadores exploram os ótimos pesqueiros de Garopa e Badejo do costão. A partir da volta do topo do morro, o bicho pode pegar, principalmente no inverno e primavera, quando a trilha fica quase fechada e é fácil se perder ou machucar na vegetação serrada.

Por isso é melhor seguir esse caminho nos meses do verão ou logo depois da temporada.
O percurso leva aproximadamente uma hora, em ritmo lento.
Não esqueça de levar bastante água e frutas para repor os líquidos e sais minerais perdidos no caminho, além de uma boa máquina fotográfica para registrar a paisagem e a aventura.
É mais um roteiro inesquecível que temos na Ilha de Santa Catarina e que poucos manés ou turistas se arriscam a seguir ou conhecer. Mas vale a pena, com certeza!
Arrume uma turma boa de aventura, um bom equipamento de trekking e vá em frente.

Trilha do Beco da Lua, nas dunas do Rio Tavares.





























Uma inacreditável surpresa espera por você nas dunas do Rio Tavares, próximo a região da Lagoa da Conceição.
Indo no sentido da Lagoa para o Rio Tavares, há uma pequena rua de areia, chamada Beco da Lua, quase em frente ao trevo de acesso ao Porto da Lagoa.
No fim da rua inicia a "Trilha do Beco", que dá acesso a vários pequenos lagos entre as dunas ( muitos chamam de lagoas, mas lagoas tem ligação com o mar, então na verdade são lagos), riachos, a Lagoa da Chica, e chega-se na praia numa região cerca de 2 Km ao norte do Novo Campeche.
O caminho tem belezas naturais exuberantes, sendo possível inclusive, avistar animais raros, como o Jacaré de Papo Amarelo, Ratões do Banhado, várias espécies de aves pernaltas e até Capivaras.
O caminho até a praia leva aproximadamente 30 minutos, e o ultimo trecho é por dentro da Lagoa da Chica, com água pela cintura, seguido de uma pequena faixa de dunas.
É importante levar água, porque não há opções de onde comprar nada por perto. Caso vá ficar bastante tempo, é bom levar frutas ou lanche mais elaborado.
O lugar é muito sossegado e a praia nessa região é bem pouco frequentada. Quase sempre uns poucos surfistas vão lá aproveitar o os picos solitários quebrando.
É uma das melhores opções da ilha para o surf em dias de mar quase flat, ou com ondulação de até um metro e vento fraco de qualquer quadrante!
O vento terral é o oeste a noroeste e a melhor ondulação é aquela misturada de leste com sudeste, sem correnteza. Como a praia é muito aberta, ela sofre muita influência das correntes fortes.
Os pequenos lagos formados entre as dunas ficam logo no início da trilha, pegando um caminho que segue um pouco mais ao norte. Mas muitos lagos podem ser avistados também pelo caminho, quando se segue pelos trechos mais altos das dunas.
A vegetação está totalmente preservada, o que dá uma noção da beleza de nossa ilha antes da exploração imobiliária acabar com várias de nossas paisagens naturais.
Essa é uma ótima opção de lazer para a família, principalmente nos meses quentes.
Evite a trilha após períodos muito chuvosos, porque nem sempre é possível atravessar a Lagoa da Chica a pé.
Então não perca tempo e quando der, cheque esse roteiro "secreto" no coração da Ilha.