terça-feira, 25 de agosto de 2009

Porto de Galinhas, Pernambuco.



















Porto de Galinhas virou uma Babilônia! A pequena colônia de pescadores se transformou num dos destinos turísticos mais badalados do litoral brasileiro, e apesar de contar com uma infinidade de pousadas pra todos os gostos e gastos, hotéis e resorts de luxo, restaurantes variados, lojas e mais lojas, bares e boates agitadas, a infra estrutura urbana não acompanhou o rápido desenvolvimento turístico. O resultado são ruas esburacadas, sujas, alguns esgotos entupidos, fedor impregnando o ar em muitos lugares, transito caótico (mesmo fora da temporada), falta de preparo das pessoas que trabalham no setor turístico (principalmente do pessoal que trabalha em algumas pousadas, como guias ou em muitos restaurantes e bares). As pessoas parecem trabalhar meio estressadas, e não relaxadas, como seria de se esperam em um lugar bonito como aquele.
Mas apesar desses inconvenientes, você pode se divertir muito lá, principalmente se fugir da alta temporada.
Há muitas opções de lazer, com várias possibilidades de passeios, compras e eventos culturais, além da tradicional fartura gastronômicas típicas da região.
Um guia que recomendo para conhecer bem a região é o Mauro (Maro como ele diz), um mulatão simpático e gente boa.
A volta de jangada pelo manguezal de Maracaípe (para ver cavalos marinhos) sai por R$ 20,00 por pessoa (crianças até 10 anos pagam R$ 10,00) e dura cerca de meia hora. Mas também vale fazer o passeio mais longo e acertar o preço com o jangadeiro.

É difícil encontrar outro lugar com tamanha concentração de ofertas e fartura de artesanato (o que para mim é fantástico!). Lembrancinha pra família não falta e é baratinnnnn!

Pra quem gosta de agito, lá é um prato cheio, principalmente na alta temporada (verão e férias de Junho, já que lá as férias do meio do ano são em Junho). Os bares e casas noturnas parece que vão explodir de tanta gente. As ruas centrais ficam intrafegáveis para carros e a azaração que começa na praia, se estende para as ruas e termina onde você quiser.
A noitada no Santeria Bar Latino (na entrada da vila) é imperdível!
O mergulho nas piscinas naturais que se formam no meio da bancada de corais na maré seca (fique atento aos horários na tábua de maré) é uma pedida obrigatória, bem como a volta de jangada no mangue de Maracaípe (povoado 2 km ao sul de Porto).
O surf em Porto pode ser praticado no beach break logo a esquerda do povoado, na parte externa dos arrecifes ao longo da orla (na maré média ou seca subindo), na Praia do Cupe, alguns km ao norte, no caminho para Muro Alto (outra praia imperdível, com uma longa barreira de coral em frente a orla, exposta na maré seca e que forma uma baía tranquila para o banho, velejo e voltas de caiaque), e ao longo da Praia de Maracaípe, com várias valinhas funcionando com qualquer maré, mas melhor sem vento (geralmente de manhã cedo).
Passeios de buggy pela orla da região são oferecidos o tempo todo (chega a ser chato!) e custa em torno de R$ 30,00 por pessoa, mas vale pechinchar, principalmente fora da temporada.
As pousadas mais próximas da praia e do centrinho são mais caras, variando entre R$ 80,00 e 150,00 o casal, com café da manhã.
Mais afastadas um pouco do burburinho e exigindo um pouco de caminhada, você vai encontrar ótimas opções, com acomodações confortáveis, por um preço bem melhor, entre R$ 60,00 e 80,00 o casal.
Os hotéis da região são bem luxuosos (embora nem todos tenham uma arquitetura de bom gosto ou refinada) e a diária está entre R$ 250,00 e 450,00 o casal. Se você faz questão dessa opção de acomodação, é mais vantajoso pagar um pacote de viagem com tudo incluído (passagem, translado, estadia, refeições e passeios). Os mais bonitos e confortáveis são o Nannai Resort e o Hotel Summerville em Muro Alto, o Hotel Pontal de Ocaporã na Praia do Cupe, e o Hotel Village, o Marupiara Hotel e o Porto de Galinhas Praia Hotel, em Porto de Galinhas. Você deve fazer as reservas com antecedência de pelo menos 2 meses (ou mais, caso vá na alta temporada).
Há várias pousadas charmosas, mas aquelas que achei com melhor custo benefício e alto astral foram a Pousada do Galo, Capitães de Areia, Marambaia do Porto, Pousada do Lobo e Cores do Mar, no Borete, um pouco antes de chegar no centrinho, tem com preço por volta de R$ 100,00 o casal, com café da manhã delicioso. No centrinho, as Pousadas Porto Verde, Beira do Mar e Aquários do Porto, tem estilos distintos, mas são todas aconchegantes, com ótimo ambiente e serviço. O preço está em torno de R$ 120,00 o casal, com café da manhã.
Fazendo um estilo mais sofisticado (e bem mais caro!), você pode optar pelas elegantes pousadas Tabapitanga (tabapitanga.com.br), em Cupe, e Tabajuba (tabajuba.com), no Borete, também com ótimo ambiente e serviços, muito conforto, a beira mar, e com preços em torno de R$ 220,00 o casal.
Para quem não quer gastar muito, há várias opções de pousadas mais simples e alguns albergues, como o Albergue do Alberto, e as pousadas Casa Branca e Vida Mansa, bem no burburinho, com preços por volta de R$ 50,00 o casal.
Mas atenção, esses preços que estou passando são referentes a baixa temporada e para ficar apenas 1 dia! Se gostar do ambiente e quiser ficar mais tempo, a diária fica mais barata e você ainda pode dar uma pechinchada extra. É bom entrar no site de Porto de Galinhas ou contactar as pousadas com antecedência se você pretende ir pra lá na alta temporada.
Na segunda quinzena de Agosto, há um tradicional evento literário que enche a cidade, por isso caso vá para lá nessa data, faça reserva com antecedência e esteja paciente.
Se você está indo pra lá de carro, tome muito cuidado no caminho para Porto de Galinhas, pois as estradas estão em obras, quase não há acostamento, a sinalização é precária, e o fluxo nos fins de semana, feriados e alta temporada é intenso. Melhor dirigir durante o dia!
Como toda essa região do nordeste, os meses de Julho e Agosto são os mais chuvosos, embora geralmente sejam pancadas passageiras, alguns dias são cinzentos, com uma garoa chata e ventos fortes vindos do mar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Praia dos Carneiros, Tamandaré, Pernambuco.



















Foi com muita surpresa que encontrei esse pedacinho do paraíso, com cara de Tahiti ou qualquer outra dessas ilhas deslumbrantes do Pacífico Sul, encravada no sul de Pernambuco, quase divisa com Alagoas.
Tá certo que eu tinha recebido indicação do lugar e suas belezas, através de uma amiga que mora em Aracajú (Sergipe), mas não fazia ideia da grandeza das maravilhas que iria encontrar.
A surpresa já inicia na entrada para o município de Tamandaré, onde fica essa praia. A estrada passa por entre a vegetação densa e exuberante de Mata Atlântica que compõe a Reserva Biológica de Saltinho, depois chega-se ao pacato município de Tamandaré, cujas ruas esburacadas estão cheias de desvios devido a obras de saneamento. Não vou me ater muito a Tamandaré nesse momento, porque é um lugar que merece descrição e análise mais profunda e vou abordá-lo em uma postágem própria só pra ele.
Seguindo em uma estrada de terra precária que se torna asfaltada mais a frente (que diz a lenda, será concluída para a próxima temporada, diminuindo o percurso e o desconforto), chega-se a Praia dos Carneiros. A praia tem um acesso público, na sua porção mais ao sul, e vários acessos privados mais ao norte, onde está localizada a parte mais bonita e encantadora da orla da praia (muito espertas as pessoas que compraram esse quinhão!). Então você pode escolher entre não pagar nada e andar um bocado (cerca de 1 km), ou pagar algo em torno de R$ 50,00 em consumação e gozar de muitos confortos a sombra, com estacionamento, segurança, ducha e serviço de primeira (embora um bocado demorado e caro, mas digno de qualquer bacana e ótimo pra quem está em Lua de Mel). Comparado com os preços cobrados aqui no sul ou no sudeste, ainda é barato!
Nós ficamos na área do restaurante Bora Bora, e a primeira impressão que se tem ao chegar a área do restaurante, é que se está realmente em algum lugar da Polinésia Francesa. Coqueirais, praia de areias brancas, mar de águas cristalinas com tons de azul esverdeado, bancadas de corais que aparecem parcialmente na maré cheia e totalmente na maré seca, que protegem a orla das ondas e formam piscinas calmas onde crianças e adultos podem se refestelar despreocupadamente. Sem falar daquele vento ameno, fresquinho e incessante. No mar da baía protegida ficam vários barcos e catamarãs de passeio, esperando clientes pra dar uma volta por entre arrecifes, bancos de areia, braços de mangues e ilhas próximas (custo entre R$ 30,00 e 100,00 por pessoa, de acordo com o luxo da embarcação, percurso e tempo da volta). Você pode optar também por dar voltas de jet ski ou de charretes puxadas por cavalos devidamente vestidos a caracter (ou fantasiados?).
Eu preferi passar o dia mergulhando entre os recifes, relaxando na areia e degustando os quitutes da culinária nordestina acompanhado de cervejas geladas e algumas caipirinhas de cachaça mineira (R$ 5,00 cada, preço nada mal e uma delícia!).
O ideal é ficar atento a tábua de maré e ir para lá quando houver marés por volta de 0.5, do meio para o fim da manhã, para que você tenha bastante tempo de aproveitar os mergulhos de snorquel, uma vez que no nordeste anoitece cedo (por volta das 17:00hrs).
Se você quiser gastar menos com acomodação, é recomendável se deslocar até Tamandaré e ficar em uma pousada, casa alugada ou camping por lá, já que as acomodações na Praia dos Carneiros são luxuosas e caras. Por isso eu aconselho ir de carro ou alugar um em uma capital próxima (as capitais naqueles lados do nordeste são próximas porque os estados são pequenos).
Bem, as fotos de lá dizem mais que minhas palavras, então preste bastante atenção nelas.
Para evitar o desconforto de pegar vários dias de chuva que podem estragar o ânimo e o brilho de suas férias, evite os meses de Julho e Agosto, quando as pancadas de chuva e o tempo ruim são frequentes.
Se você não quiser ser levemente extorquido, se irritar com a multidão e o burburinho, penar em longos congestionamentos e com a demora no atendimento, evite a alta temporada (Dezembro a Fevereiro) e os fins de semana.

Fernado de Noronha, o paraíso brasileiro!















Bom, como combinado, inicio hoje meus comentários a respeito de alguns destinos turísticos nacionais que despertam interesse por grande parte dos viajantes brasileiros, ou alguns até não tão conhecidos, mas que considero que devam ser levados em consideração, por apresentarem muitas qualidades apreciadas por turistas potenciais, tais como: culinária típica e de qualidade, belezas naturais abundantes, riqueza cultural, povo amistoso, gama variada de opções de hospedagem, alimentação e lazer, relativa segurança e custo benefício justo.
Começo por Fernando de Noronha por ser este um dos destinos, se não o destino, mais desejado pelos brasileiros e visitado também por estrangeiros de diversas partes do mundo.
Não é para menos, é um lugar deslumbrante, que você fica emocionado antes de pisar em solo, só de ver o arquipélago de cima enquanto ao avião prepara-se pra pousar.
Se você for de Navio ou barco, melhor ainda, talvez assim não precise pagar a taxa ambiental de permanência, que é de aproximadamente R$ 150,00 por semana, por pessoa e vai subindo mais após a 1ª semana.
Os meses de Julho e Agosto são muito chuvosos, então se você não é fã de chuva, escolhas os outros meses do ano.
Se você é surfista amante de ondas de qualidade, escolha o período entre o início Novembro e a primeira quinzena de Abril, enquanto os ventos são favoráveis e quase sempre sopram de terral (da terra para o mar). As melhores ondas quebram na maré média enchendo, então fique atento a tábua de maré, lá esse é um requisito indispensável! Você pode optar por vários picos situados no mar de dentro (como chamam os nativos), que fica na face da Ilha de Fernando de Noronha voltada para o continente. Começa por Abras (quando a ondulação está de grande para gigante e os outros picos estão storm), depois vem o Porto (que também quebra quando a ondulação está grande), Praia do Cachorro, Conceição, Boldró, Laje do Bóde e Cacimba do Padre.
Se por algum fator inusitado o vento bater de maral nessas praias no período que você estiver lá, pode optar por conferir as condições nas Praias do Sueste ou Praia do Leão, no outro lado da ilha.

Para os amantes do mergulho, o arquipélago é um prato cheio, com fauna marinha rica e variada e águas cristalinas, com pelo menos 20 metros de visibilidade. Você pode optar por alugar os equipamentos e pagar pelos serviços de uma operadora de mergulho, ou levar seu próprio equipamento e pagar apenas pelo transporte de barco até os locais de mergulho. Eu sempre levo meu equipamento básico de mergulho de apnéia em minhas viagens ao litoral (máscara, snorquel, pés-de-pato e faca)! Você pode fazer ótimos mergulhos de apnéia lá em vários locais, como no Porto, Boldró e Praia do Sancho (após o costão esquerdo da Praia da Cacimba do Padre), sem precisar do transporte de barco.
Mas lembre-se, é terminantemente proibido a não nativos pescar na ilha, muito menos praticar a pesca submarina.

Pra quem curte o agito e a badalação em casas noturnas, Noronha não é o lugar! Lá você pode optar por um arrasta pé arretado, movido a muito forró, no Bar do Cachorro (na Praia do Cachorro), um sonzinho ao vivo durante e após o jantar no Bar do Bill (ótima pedida pra quem está morto de fome após um dia intenso, pois tem cardápio variado em seu bufet livre, e com um preço ótimo!), ou uma noite mais romântica em um restaurante muito charmoso (esquecí o nome!) que serve rodízio de peixes grelhados embrulhados em folha de bananeira com um bufet de saladas caprichadas no início da descida pra Vila dos Remédios. Não deixe de provar a Barracuda.
O deslocamento pela ilha pode ser de carona, uma vez que há basicamente só uma estrada que corta a ilha de ponta a ponta, assim você pode levar um tempinho pra conseguir uma, mas conseguirá com certeza! Tem a opção de pegar um onibuzinho, com ar condicionado, que passa regularmente a cada meia hora e é baratinho. Pode alugar um buggy (quanto mais dias alugar, mais barata sai a diária). Como há muitas opções de aluguel (principalmente fora da alta temporada entre Dezembro e Fevereiro) é bom pesquisar os preços e pechinchar bastante. Você também pode optar por alugar o carro da pousada onde estiver hospedado e conseguir um preço melhor. Há muitas companias de táxi buggy na ilha e você pode contratar os serviços por meio período ou todo o dia para fazer um tour de reconhecimento por toda a ilha.
O aluguel de bicicletas também está disponível em alguns lugares, e se você é amante do tracking, aproveite, porque a ilha é pequena e pode ser percorrida em um dia se você estiver em forma.
Há empresas de receptivos que oferecem tours pela ilha e você pode tratar o serviço incluído no seu pacote de viagem, bem como já incluir também uma volta de barco pela ilha, com direito a uma ou duas paradas para mergulho, e se você tiver sorte, terá a compania de vários golfinhos durante esta volta.
Não deixe de percorrer a pé as ruas que compõem os povoados da ilha, como os arredores da Vila dos remédios, Floresta Negra, Porto, etc, você pode encontrar gratas surpresas. Então é bom fazer isso logo nos primeiros dias.
Se você tiver livros infantis e brinquedos em bom estado que não são mais usados em sua casa, você pode levar e doar em uma escola local. Esses objetos não costumam chegar lá com muita facilidade e são muito apreciados pelas crianças.
Há muitas pousadas pra ficar, e todas com café da manhã incluído, algumas mais simples (familiar), por volta de R$ 80,00 por pessoa, e outras mais sofisticadas, em torno de 120,00 por pessoa. Você também pode optar por casa de nativos e pagar menos. Eu fiquei na Pousada da Nega (na Floresta Negra) e fui muito bem tratado e muito bem acomodado, junto com minha esposa e filho, em uma suíte confortável e com ar condicionado.
De qualquer forma, você tem que fazer o contato ou reserva do local em que vai ficar com bastante antecedência (4 meses antes) e com mais antecedência ainda com a empresa aérea. O roteiro mais barato é comprar pela internet com uma compania aérea até Recife e de lá com a TRIP linhas aéreas até Noronha.
Quando as empresas aéreas eram um pouco mais éticas, era possível fazer a reserva de lugares para quantas pessoas quisesse, para voar usando as milhas, todos no mesmo vôo. Hoje isso não é mais possível e terá sorte se conseguir lugares em dias seguidos!
Não esqueça de levar seu kit de primeiros socorros e uma cesta básica de quitutes, como bolachas, sucos de caixa, chocolates, etc. Estes artigos são caros por lá.
Leve muito protetor solar e algum repelente de mosquito.
Noronha é lindo e merece ser visitada pelo menos uma vez. O segredo é fazer o planejamento e reservas com bastante antecedência. Então boa viagem e divirta-se.

domingo, 23 de agosto de 2009

Recuperando a forma.
















Pois é pessoal, foi só eu pisar em Floripa de novo e o ar gelado dos Pampas atacou a minha garganta, provocando uma amigdalite daquelas! Menos mal, porque cheguei a pensar que estava sendo vítima da famigerada Influenza A (H1N1). Ainda mais que passei pelo apertado e super lotado aeroporto de Brasília na minha volta do nordeste. Até da pra entender porque esses henergúmenos e incompetentes políticos que regem e governam o Brasil não fazem nada pra melhorar o país, se não fazem nem pelos aeroportos que eles mesmos utilizam com tanta frequência!
Mas mesmo convalescente conseguí baixar as fotos no computador e estou botando as ideias no papel. Assim, aos poucos vou recuperar a forma!
Em minha estada recente percorrendo o litoral dos estados de Alagoas e Pernambuco, fiquei satisfeito de perceber que as estradas estaduais que ligam as cidades litorâneas estão sendo mais bem cuidadas ( embora ainda em estado lastimável se comparadas aquelas de um país descente, e seguem com acostamentos cobertos de buracos, vegetação e muito mal sinalizadas ), e você não precisa mais de um 4x4 pra andar nelas, embora seja prudente não dirigir a noite, pois é uma condição de muito perigo, ainda mais com um monte de pinguços trafegando na estrada e dirigindo qualquer coisa (carroça, jégue, cavalo, bicicleta, e todo tipo de veículo motor).
Beber cachaça é um hábito muito arraigado no nordeste, tanto que é muito difícil você ver, no sul e sudeste, tanta propaganda de pinga como tem lá e na região norte. Acho que faz parte da cultura! O menos mal é que também tem muita propaganda dos AA ( Alcóolicos Anônimos ) pra contra balançar.
As cidades turísticas estão ganhando estrutura turística de melhor qualidade e profissionais de turismo mais bem preparados, com maior oferta de roteiros de atividades e passeios e restaurantes, pousadas e hotéis pra vários gostos. O turismo, na verdade, está crescendo a passos largos por lá e levando prosperidades pra muitos lugares.
Como já venho comentando sempre, o turismo é um grande alavancador de crescimento e desenvolvimento econômico e social em comunidades que antes viviam só da pesca ou da agricultura de subsistência. Até as tradicionais vendedoras de tapióca, bolinho de goma, e demais quitutes de beira de estrada lucram mais com o vai vem de turistas famintos pelas belezas naturais e comidas típicas de lá.
A partir de amanhã estarei postando textos referentes a locais turísticos variados, com muitas dicas, e dedicando cada postagem a um único destino, e assim podendo me aprofundar mais em relação aos diferentes aspectos de cada local em questão.
Então, obrigado pela atenção e aguarde.....

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nordeste maravilha!

Desculpa a falta de novas postagens ultimamente galera, mas é que estou aqui no Nordeste (Alagoas, Pernambuco e adjacências) fazendo pesquisa de campo (que desculpa pra ficar na mamata!!!!) e gastar mais umas milhas (eu não disse que cada vez vai ficando mais fácil????).
Chego de volta em Floripa dia 21 e inicio nova fase de postágens cheias de dicas quentinhas de destinos paradisíacos aqui no nordeste.
Vou introduzir uma maneira de mostrar os destinos de viagem de forma mais individualizada e detalhada, acho que assim vai funcionar melhor! Depois de ver, por favor me dêem o retorno. Então não percam. Abraço a todos e podem deixar que estou tomando muita água de côco e comendo muito peixe, camarão e lagosta por vocês.
Fuiiiiiii.............

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mantendo o que resta do planeta.

























É triste perceber, que embora Florianópolis ainda seja considerada um paraíso verde e preservado, e com uma das melhores qualidade de vida do Brasil, a cidade é hoje apenas uma caricatura disforme daquele paraíso do início do século XX. Hoje somos banhados por águas cada vez mais poluídas e a cor da água das baías é marrom. Os morros das áreas mais centrais, quando não cobertos por favelas, tem uma vegetação rala que é cada vez mais deteriorada por queimadas constantes. A especulação imobiliária que acompanhou o crescimento da cidade provocou a rápida deformação do relevo, com a implantação de vários aterros, solapamento de morros e colinas, desaparecimento ou retificação de rios e córregos, ruas e avenidas congestionadas, lixo sendo jogados sorrateiramente em logradouros nas margens de vias públicas e outras modificações constantes na paisagem, com consequências nefastas pro meio ambiente e danos irreparáveis para as belezas naturais.
O que foi feito e destruído, em muitos casos, não pode ser mais reparado!
Mas podemos colaborar pra evitar a deterioração crescente do ambiente em que vivemos, com medidas simples, que exigem apenas um pouco de boa vontade para mudar hábitos nefastos adquiridos para nossa comodidade.
Recicle o lixo todo, se policiando pra não jogar nada reciclável fora, até o ponto de sentir muita culpa quando cometer esse deslize.
Reutilize artigos que seriam jogados fora, reformando móveis, eletrônicos e demais objetos que seriam descartados. O consumo desenfreado é um dos principais vilões da destruição do meio natural. Não compre o que você não precisa realmente.
Plante o máximo de árvores que conseguir, principalmente frutíferas, nativas (de preferência) e exóticas, fundamentais para a sobrevivencia de uma fauna nativa cada vez mais pressionada pela falta de alimento. Se plantar em área pública, você pode até ajudar um pobre esfomeado.
Não tenha o péssimo hábito de tornar o solo impermeável e estéril cobrindo ele com concreto. Cortar grama é uma atividade saudável! Mas se você não gosta, pague uns trocados para seu filho, sobrinho ou jardineiro fazer (Democratize seu dinheirinho! A pão-durice faz mal para o espírito!).
Ao comprar um terreno, não sai desmatando tudo de forma desenfreada. Defina onde vai botar a casa e mantenha o máximo de vegetação e demais elementos naturais que puder.
É interessante perceber que muitas pessoas viajam para paraísos naturais em busca daquilo que não tem mais onde vivem, mas foram eles mesmos que colaboraram muito para destruir o ambiente onde moram.
Então policie seus atos cotidianos e imagine o que você está fazendo e o impacto que seus atos provocam no ambiente que o cerca. Talves você seja muito culpado pela destruição ambiental que você está observando e criticando.
Por favor, colabore antes que seja muito tarde. Ou você terá que gastar cada vez mais, para ir cada vez mais longe, ver ou mostrar para seus filhos, belezas naturais intocadas, antes que elas também desapareçam.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Destinos tranquilos pra surfistas ou um bom lugar pra morar.

















Se você amigo surfista procura um lugar tranquilo pra morar ou dar um tempo, com clima tropical, boas ondas, água quente e cristalina, areia branca, muito verde e coqueiros pra todo lado, povo amistoso e pacífico, comida boa e barato pra ficar, acho que tenho algumas sugestões.
Eis alguns candidatos fortes:
Porto Viejo (Salsa Brava), na porção caribenha (Oceano Atlântico) da Costa Rica. Lugar pacato, comida boa, muito verde e coqueiros pra todo lado, todo aquele conjunto de qualidades que citei acima, e com preço acessível! Tem uns rastafaris metidos a malandro, mas não dando mole, pode-se encontrar bons amigos entre eles. Eles adoram futebol e a peladinha no final de tarde é sagrada. O turismo está crescendo de forma contida e basta ter um pouco de tino, dom para culinária ou artesanato, para fazer um bom dinheiro. A passagem de furacões eventualmente por lá tiram pontos de Salsa Brava, mas ainda continua sendo o destino preferido fora do Brasil para morar um dia.

Guili Nangu, uma ilhota quase deserta, como várias outras na costa da ilha de Lonbok (Indonésia), ainda é o lugar mais paradisíaco que encontrei. Faz parte de um mini arquipélago de ilhotas em que é possível dar a volta no perímetro de cada uma em no máximo 1 hora. Mergulhando 5 minutos nos corais que cercam a ilha você pode caçar um peixe difícil de tirar da água. Enquanto você pesca tranquilamente, pode ficar admirando a perfeição das ondas quebrando pra direita e para a esquerda, sobre as bancadas de coral. Fica muito perto de Desert Point (Banko Banko) e você pode ir lá de barco.
Há várias ilhas desertas como essa espalhadas pelas diversas regiões da Indonésia e Micronésia, Filipinas e Tailândia, mas a sensação de isolamento, as mudanças climáticas (que podem fazer algumas desaparecerem em alguns anos) e possibilidades de eventos relacionados com o vulcanismo (como terremotos, Tsunamis e erupções vulcânicas) tiram pontos dessa candidata como local para se estabelecer de forma definitiva.
San Diego, no sul da Califórnia, é o paraíso pra quem surfa e gosta dos confortos da cidade grande aliado ao ambiente tranquilo de cidade pequena. É do ladinho do México, rápido e barato pra ir pro Hawaii e muitos outros destinos pelo mundo. Ruas limpas, arborizadas e tranquilas, pouca violência, comida variada e barata (junk food mesmo tem pra todo lado!), aluguel de casa por preço acessível e carro usado muito barato. É um dos melhores lugares pra se conseguir um emprego porque é um destino turístico bastante visitado por americanos de todas as partes, e é uma cidade cercada por universidades, por isso tem uma vida noturna forte, com muitos bares e restaurantes. A rotatividade de empregados é grande porque os estudantes que trabalham acabam indo embora e deixando vagas abertas. O problema é conseguir o visto de permanência, o perigo latente de terremoto e o fato de não poder nem beber uma geladinha na praia porque você pode ser preso e pagar uma multa braba pra ser liberado.

No Brasil, Icacaré, na Bahia era minha favorita por ser muito verde, ter praias lindas com ondas boas e constantes, comida boa e barata e fazer calor o ano todo. Mas o turismo explodiu nos últimos anos e a tranquilidade só é possível nos meses de maio a setembro. No verão é um inferno se locomover, é tudo lotado, muita bagunça, lixo, barulho, violência crescente e ultimamente a dengue tem feito muitas vítimas.
Esses são alguns destinos que eu escolheria pra morar levando em conta aqueles motivos que pra mim seriam os mais importantes para eu ter qualidade de vida e ser feliz. Há muitos paraísos para se visitar de forma temporária, mas que seria difícil se estabelecer de forma definitiva, seja pelo isolamento, custo de vida, falta de opção de trabalho ou renda ou burocracia exigida para conseguir os papéis de permanência. Meus locais favoritos pra me estabelecer no caso de perder a paciência com Floripa e resolver mudar de ares.
Se você exige os mesmos pré-requisitos pra um lugar ser candidato a novo lar, pode dar uma checada nesses que indiquei, pra não ficar perdendo tempo procurando muito.